No
contexto europeu, Portugal é um país periférico. O nosso país pelas suas especificidades
históricas e económicas foi um dos principais afetados pela atual crise, a
maior desde a de 1929.
O
atual Primeiro-Ministro, não compreendendo a dimensão do problema na oposição,
disse que este era apenas nacional. Agora, no poder, coloca o mesmo problema já
integrado num contexto europeu e internacional. A verdade é que sendo
necessária uma resposta europeia, parte da solução também está na coragem (ou
falta dela) dos agentes políticos nacionais de reagir à crise. Sendo certo que
este Governo falhou em toda a sua linha, permitindo uma situação económica e
social perto da catástrofe.
A
Europa vive nos dias de hoje uma crise profunda. Uma Europa refém de modelos de
governação construídos para servir os mercados e não as pessoas. Uma Europa que
vê o Reino Unido a afastar-se a cada dia que passa, uma Europa que não consegue
ser dos cidadãos, mas apenas dos países dominantes. Uma Europa a precisar de
construir uma verdadeira democracia europeia nas suas instituições.
Portugal
deve fazer parte da solução e da resposta, assumindo uma posição activa. O
Partido Socialista apresenta essa visão europeia e essa resposta, uma resposta
que necessariamente alavanque um novo modelo de solidariedade europeia. António
José Seguro nas suas viagens e contactos internacionais tem cumprido esse
desígnio e apresentado propostas que apontam o caminho. Um caminho que só pode
ser vencido quando a Europa compreender que nenhum país é uma ilha e que a
resposta deve ser uma resposta concertada e desraigada dos habituais egoísmos
nacionais.
A
resposta está na defesa de uma sociedade que não exclua nem deixe ninguém para
trás. Não esqueçamos que qualquer país europeu colapsará se todos os outros
colapsarem, são assim as regras do comércio internacional.
Portugal
com o atual modelo só agrava o problema das contas nacionais, num ciclo vicioso
que não tem retorno. O que o pacto de estabilidade exige é o cumprimento dos 3%
do défice e dos 60% da dívida pública em relação à riqueza do país. Assim só
agravamos a situação.
Um
país a ficar mais pobre (O Produto Interno Produto caiu 3,8%) e com o flagelo
do desemprego a atingir todo o país. Um país que não cresce, não resolverá o
problema das suas contas.
Portugal
e o Sul da Europa vivem o desespero. Quando um pai ou uma
mãe não consegue alimentar e dar dignidade aos seus filhos, o desespero é
insuportável. Este desespero leva inexoravelmente ao populismo. E é esse
desespero que vai ter de ter respostas quer na Europa, quer em Portugal. Senão
soubermos dar a resposta certa, o futuro será imprevisível e o populismo fácil
ganhará o seu espaço. A História assim o demostra.
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